Coletiva de Imprensa - Divulgação da Pesquisa AJUFE Mulheres

    Comissão Ajufe Mulheres revela o perfil da magistrada brasileira a jornalistas

    A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) promoveu, nesta quarta-feira (7), um encontro entre a Comissão AJUFE Mulheres com jornalistas, para apontar o resultado da pesquisa realizada com as associadas da entidade sobre o perfil das magistradas federais. Conforme o levantamento feito com 185 juízas e desembargadoras associadas à Ajufe, 86% das entrevistadas consideram que a representatividade feminina é baixa.

    A pesquisa ainda revelou que as causas que impedem uma maior presença de mulheres na Justiça Federal são a dupla jornada da mulher (94%), a falta de apoio dos companheiros em caso de mudança de cidade (84%) e a vida pessoal da mulher (81%).

    De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, em todo o Poder Judiciário, enquanto 78,3% do total de magistrados são homens, apenas 26,2% do quadro são mulheres. A juíza federal e coordenadora da comissão, Clara Mota Pimenta, explica que a pesquisa revela justamente a realidade de toda a justiça, por isso a necessidade de se debater o tema.

    “Esta pesquisa que está sendo apresentada aqui, hoje, é um trabalho inovador, com intuito de reverberar nas futuras políticas da nossa magistratura, da nossa carreira, na visão que possuímos acerca das estruturas funcionais de promoção, de titularização e relações informais que se travam nesse espaço público", relata a coordenadora.

    A juíza federal Maria Cândida Almeida, também membro da comissão, aponta que o grande problema da sociedade é atribuir a baixa representatividade feminina a questões pessoais ou familiares. “A pesquisa mostrou que o grande problema com a questão da baixa representatividade feminina é a concepção de que não há um problema. E o problema existe e é estrutural e institucional comprovado pela pesquisa”, avalia Maria Cândida.

    A juíza federal Carla Fernanda Martins, representante da comissão, afirma que um dos fatores prejudiciais à promoção na carreira deve-se ao sistema de titularização. 84% das entrevistadas disseram que os esposos ou companheiros rejeitam se mudar em razão do trabalho da mulher.  “É necessário se deslocar para o interior do estado. E o mais comum, ainda, nessa sociedade é da mulher acompanhar o homem“, explica.

    A coordenadora da Comissão AJUFE Mulheres explicou ainda que a intenção é levar a pesquisa às autoridades a fim de que o problema seja discutido. “É função da Justiça pensar quem nós queremos ser, pensar em caráter prospectivo, e a Ajufe é um dos centros de inteligência da Justiça Federal, a gente está pensando no futuro e em nossas estruturas funcionais para que sejam mais inclusivas e tenhamos um Poder Judiciário em que todos se sintam parte e sejam acolhidos. Vamos levar todo esse trabalho às autoridades e ver o que concretamente eles propõem para que a gente saia desse quadro paulatinamente”, finalizou Clara Mota.

     

    II Seminário Mulheres no Sistema de Justiça: Trajetórias e Desafios

    A pesquisa da Comissão Ajufe Mulheres ainda será tema do II Seminário promovido pela associação. O evento ocorre nos dias 7 e 8 de março, na sede do Conselho da Justiça Federal, em Brasília, e terá como objetivo fortalecimento da rede de lideranças femininas e o aprofundamento teórico em questões de gênero.

     

    Clique e acesse a pesquisa na íntegra.

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